quarta-feira, 2 de abril de 2025

Uso de medicamentos controlados sem prescrição cresce de forma alarmante no Brasil

O consumo de medicamentos controlados no Brasil atingiu níveis preocupantes, especialmente entre mulheres e adolescentes. A prática de adquirir remédios como calmantes, estimulantes e analgésicos fortes sem prescrição médica tem se tornado comum, colocando em risco a saúde física e mental da população.

De um lado, esses medicamentos são essenciais para o tratamento de diversas condições de saúde quando utilizados com responsabilidade e sob acompanhamento profissional. Do outro, o uso indiscriminado, muitas vezes com finalidade recreativa ou para “melhorar o desempenho”, pode levar à dependência e até à morte.

“Pode fazer com que a pessoa consuma cada vez doses maiores, o que aumenta o risco cardiológico, o risco de convulsões. Tudo isso tem consequências negativas para o paciente quando há prolongamento desse uso”, alerta o psiquiatra Luiz Gustavo Zoldan, do Hospital Albert Einstein em entrevista ao Jornal Nacional.

De acordo com o mais recente Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, o consumo de benzodiazepínicos — tipo de calmante que inclui substâncias como diazepam e clonazepam — saltou de menos de 10% em 2012 para mais de 14% em 2023. O uso é comum mesmo sem orientação médica.

Ainda segundo a pesquisa, o uso de analgésicos opioides, como a morfina e o fentanil, destinados a dores intensas, disparou e aumentou mais de oito vezes no mesmo período. Quase 5% dos adolescentes brasileiros já experimentaram calmantes sem prescrição, e uma em cada cinco mulheres admitiu ter utilizado tranquilizantes, com ou sem receita médica.

Especialistas alertam que o fácil acesso, a banalização da automedicação e a busca por soluções imediatas para problemas emocionais são fatores que têm impulsionado esse cenário.

A recomendação é clara: medicamentos controlados devem ser utilizados apenas com prescrição médica e acompanhamento profissional. O uso indevido pode transformar o que deveria ser um tratamento em uma armadilha silenciosa e perigosa.

5 comentários:

  1. CALMANTE E CERVEJA, E CHURASCO ,MUSICA E NAMORAR MUITO

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  2. Se bate a brisa kkkkkkkkkk

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  3. A maioria são mulheres empoderadas.

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  4. O problema é que não tem fiscalização. Na periferia da cidade, esses medicamentos são vendidos em mercearias. Em Nova Ferradas por exemplo, o que existe de ponto de venda clandestino não ta no gibi. Tem até apartamento em condomínos pela cidade que vendem medicamentos de qualquer jeito.

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    1. Tu pede por mais Estado? Já não acha pouco o tanto que se intromete na vida das pessoas? Se elas querem usar esses medicamentos, que usem, o Estado não é dono delas.

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