quarta-feira, 2 de abril de 2025

Familiares acusados de comprar imóveis de luxo com venda de drogas são condenados na Bahia

As seis pessoas da mesma família, denunciadas na "Operação Kariri", foram condenadas pela Justiça na terça-feira (1º), por crimes de organização criminosa para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, na região de Feira de Santana. As penas foram estabelecidas de 5 a 16 anos de prisão.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), eles integravam grupo que atuava há décadas, abastecendo o mercado de droga ilícitas local e lavando os lucros do crime com compra de imóveis, entre apartamentos de luxo e fazendas.

A decisão cabe recurso e, por determinação da Justiça, os condenados poderão recorrer em liberdade. Veja abaixo o detalhamento das penas:

➡️ A organização criminosa era chefiada por Rener Umbuzeiro, que trocou tiros com os policiais e morreu durante o cumprimento de um mandado de prisão, em fevereiro de 2024.

➡️ A esposa dele, Niedja Maria de Lima Souza Umbuzeiro e a filha dela Larissa Gabriela Lima Umbuzeiro foram condenadas com a maior pena, sentenciadas a 16 anos e seis meses de prisão. Elas foram apontadas nas investigações como chefes do núcleo financeiro e responsáveis pela gestão e fluxo dos ativos ilícitos, organizando a ocultação e dissimulação patrimonial, sendo que Larissa coordenava todo o processo de lavagem de dinheiro.

Niedja e a filha Larissa Lima

➡️ Além delas, foram condenadas Clênia Maria Lima Bernardes (irmã de Niedja), Paulo Victor Bezerra Lima (esposo de Larissa), Gabriela Raizila Lima de Souza (sobrinha de Niedja) e Robélia Rezende de Souza.

Casal, Larissa e Paulo, foi condenado por participar de esquema de tráfico de drogas na Bahia

A sentença foi proferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana, que também determinou o confisco definitivo de bens, entre 11 imóveis, 15 veículos e mais de 500 cabeças de gado, que ainda serão periciados, podendo chegar ao valor de R$ 50 milhões.


Modus operandi

Conforme a denúncia do MP-BA, o modus operandi da organização envolvia o uso de laranjas para registrar bens e movimentar dinheiro sem serem identificados. As investigações apontaram, a partir de diversos flagrantes de apreensão de maconha e evidências de plantio, que os denunciados estavam envolvidos com a lavagem de dinheiro proveniente das atividades de tráfico.

A sentença detalhou o envolvimento de cada um dos réus nos crimes de lavagem de capitais, com base em informações policiais, relatórios de inteligência financeira (COAF/UIF), interceptações telefônicas e telemáticas, documentos de transações imobiliárias e bancárias, e depoimentos testemunhais e dos acusados. g1

3 comentários:

  1. Não pode chamar uma ruma de branquelo de traficante, que é a nomenclatura correta pra o que eles são, ne?
    Tomar no cu, desgraça

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  2. E os bestas se matando em nome de facção... Esses são os verdadeiros bichões, vcs são só fantoches, carne para o moedor, descartáveis.

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