Novos e graves detalhes vieram à tona sobre a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, que faleceu após se submeter a procedimentos estéticos no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. O corpo da vítima foi removido para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade por exigência da própria família, que registrou uma ocorrência policial contestando as circunstâncias do óbito e a atuação da unidade hospitalar e da equipe médica.
De acordo com relatos de familiares e do advogado da família, Dr. Nery Santana, Adriele deu entrada no hospital por volta das 10h da última segunda-feira (25) acompanhada de uma tia. A promessa repassada à acompanhante era de que as cirurgias — que incluiriam mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma — seriam concluídas por volta das 20h. No entanto, o tempo passou sem qualquer boletim sobre o estado da paciente. A apreensão aumentou até que, já perto da meia-noite, o tio de Adriele precisou quebrar uma porta de vidro da unidade para conseguir acesso às dependências internas, momento em que descobriu que a sobrinha já estava morta e com o corpo isolado. A acompanhante permaneceu retida no local sem receber informações oficiais, enquanto toda a equipe médica responsável pela cirurgia teria abandonado o hospital.
A defesa da família estranhou o fato de a declaração de óbito emitida inicialmente pelo hospital ter sido assinada por um médico plantonista da unidade, e não pelo cirurgião plástico responsável pelo procedimento, Dr. Rossini Tebaldi Ruback. Diante do documento considerado suspeito, o advogado acionou a Polícia Civil e solicitou a remoção do corpo ao DPT para a realização do exame necroscópico, que determinará a causa exata do falecimento e se as cirurgias chegaram a ser concluídas.
Vídeo da vítima dentro do saco:
Adriele morou por cerca de cinco anos nos Estados Unidos, mas havia retornado à Bahia no mês de junho e estava residindo temporariamente em Ituberá, cidade onde seus pais moram e onde o corpo deverá ser sepultado após a liberação pericial. O cirurgião responsável já responde a apurações prévias e denúncias por complicações registradas em mais de 40 pacientes na região. A Polícia Civil de Ilhéus investiga o caso para apurar eventuais responsabilidades criminais do hospital e da equipe médica.











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