A escalada da violência no mês de julho em Itabuna ganhou um capítulo trágico e brutal nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (08). O corpo da comerciante colombiana Ana Zeinef Martinez Morales, de 28 anos, que estava desaparecida desde a última segunda-feira (06), foi encontrado envolto em um lençol na Avenida Pedro Jorge, no bairro Pedro Jerônimo. Com este caso, o município passa a contabilizar quatro crimes violentos letais intencionais apenas nos primeiros oito dias do mês, consolidando um balanço pesado para a segurança pública local.
A escalada da violência no mês de julho em Itabuna ganhou um capítulo trágico e brutal nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (08). O corpo da comerciante colombiana Ana Zeinef Martinez Morales, de 28 anos, que estava desaparecida desde a última segunda-feira (06), foi encontrado dentro de um saco e envolto sob um colchão na Avenida Pedro Jorge, no bairro Pedro Jerônimo. Com este caso, o município passa a contabilizar quatro crimes violentos letais intencionais apenas nos primeiros oito dias do mês, consolidando um balanço pesado para a segurança pública local.
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Ana Zeinef, que residia no bairro São Caetano, foi vista pela última vez após sair para almoçar com uma amiga na área central da cidade, com quem havia combinado de se reencontrar no final da tarde. Diante do sumiço, o sinal de alerta foi ligado e o sistema de rastreamento da motocicleta da jovem indicou inicialmente que o veículo estaria na Rua São Paulo. Policiais militares do 15º Batalhão foram acionados e, após buscas minuciosas, localizaram e apreenderam a moto da comerciante na parte alta da Rua Dom João, também no bairro Pedro Jerônimo, apresentando-a no plantão da Polícia Civil.
Novas informações e denúncias anônimas colhidas pelas autoridades apontam que a dinâmica do crime começou ainda no dia do desaparecimento, quando a vítima teria sido violentamente arrastada por criminosos na Rua José Carlos, localizada no bairro São Pedro. Já na madrugada desta quarta-feira, testemunhas relataram que um grupo composto por vários suspeitos foi avistado caminhando pela Rua Josefa Soares carregando o corpo ocultado no saco e no colchão, vindo a abandoná-lo na calçada de uma residência na Avenida Pedro Jorge, onde acabou sendo descoberto por populares ao amanhecer.
A cena do crime revelou a extrema perversidade dos executores. O exame preliminar constatou que a jovem apresentava múltiplos cortes profundos na região das pernas, diversas perfurações de arma branca espalhadas pelo corpo e um ferimento gravíssimo na face lateral do pescoço, indicando que a vítima foi quase degolada. Uma guarnição da Polícia Militar isolou o perímetro para resguardar as evidências até a chegada das equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Polícia Civil.
O clima no local foi de intensa comoção e revolta. Diversos familiares e amigos compareceram ao ponto onde o corpo foi deixado e, tomados pelo desespero, tentaram furar o bloqueio policial a todo momento para se aproximar da vítima, exigindo um esforço extra dos peritos e dos policiais para controlar os ânimos e manter a integridade da área isolada. Após os procedimentos periciais em campo, o corpo de Ana Zeinef foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Itabuna para a realização da necropsia formal. A Delegacia de Homicídios já iniciou as investigações para identificar os autores, descobrir o cativeiro onde a comerciante foi mantida e esclarecer a motivação por trás do bárbaro assassinato.












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